A identidade visual precisava comunicar dualidade — ofício de design e profundidade técnica. Busquei referências além da indústria de design, encontrando as metáforas mais ressonantes no universo dos games e do cinema.
Death Stranding se tornou a âncora conceitual. No jogo, Sam Bridges literalmente constrói conexões através de uma paisagem fragmentada. É isso que um Design Engineer faz — une a distância entre design e engenharia, entre intenção e implementação. Os elementos de HUD do jogo, os efeitos de scan-line e a estética utilitária inspiraram a linguagem visual do portfólio.
The Matrix acrescentou a segunda camada. O código em cascata, a ideia de enxergar a estrutura subjacente por baixo da superfície. Como design engineer, eu opero nas duas camadas — a camada visual que os usuários experienciam e a arquitetura de código por baixo dela. O fundo de código em cascata, a tipografia monoespaçada e as interações inspiradas em terminal remontam todas a essa referência.
Essas referências se traduziram em decisões de design concretas:
- Fundo off-white (#F0EDE8) em vez de branco puro — calor com contenção
- Quase-preto (#080808) em vez de preto puro — profundidade sem dureza
- Verde bio-luminescente (#00E87A) como o accent da marca — sinal, não decoração. Combinado com uma variante mais escura (#008C50) para texto em superfícies claras (WCAG AA)
- Corner brackets e elementos de HUD como ornamentos estruturais
- Cursor customizado com anel — precisão, intencionalidade
- Tokens de código como fundo em cascata — design é código, código é design